Um atraso para o jornalismo brasileiro

É muito desagradável assistir CQC e dar boas risadas e logo em seguida ser surpreendido por um dinossauro falante do jornalismo brasileiro chamado Boris Casoy. Em sua fala ou melhor em sua leitura no teleprompter da Rede Bandeirantes esse jornalista disse várias besterias ao vivo ao comentar a questão do crack e outras drogas nos municípios brasileiros.Inclusive não é a primeira vez que esse senhor foi infeliz em rede nacional, no início do ano ele falou absurdos em relação ao trabalho dos garis,menosprezando sem nenhuma explicação o importante trabalho de quem limpa as vias públicas.Está bem claro para nós que Casoy e grande parte do mídia brasileira não respeita o trabalhador, o telespectador, que é obrigado a escutar esse tipo de preconceito sem fundamento em sua casa, e muito menos respeita o que a imprensa deveria prezar em primeiro lugar, que é a informação com qualidade. Ao ver a matéria desse telejornal fiquei realmente indignado com o péssimo serviço prestado à sociedade brasileira. A TV Bandeirantes assim como as outras emissoras do país são concessões públicas e deveriam ter no mínimo mais cautela com o conteúdo vinculado em seus noticiários. Não é verdade que “a droga esta ganhando a guerra contra nossos pobres polícias” Primeiro que as drogas não estão em guerra com ninguém, elas apenas são substâncias psicoativas que agem orgânicamente sobre o cérebro, as drogas em si não tem o poder de confronto com o estado. Segundo que o polícia não é “pobre”, basta acompanhar o que acontece hoje no complexo do Alemão, a polícia hoje é muito bem “preparada” e conta com um aparato repressor que nenhum traficante sonha em desafiar. O que realmente confronta o estado não são as drogas e sim seus comerciantes que estão na ilegalidade.Os proibicionistas criam essa guerra as drogas diariamente para não ter que aprofundar melhor a questão que esta cada vez mais clara para a sociedade: O Proibicionismo não resolve de fato a problemática do tráfico de drogas. Basta ver os exemplos de países que mudaram a legislação sobre drogas e os resultados obtidos para comprovar que esses argumentos pré- históricos de guerra do bem contra o mal não existem. Outro equívoco do Jornal da Noite foi dizer que “se não for a internação não resolve.” Seria legal ver a imprensa aprofundando as discussões e informando melhor seus telespectadores. Hoje no país temos outras formas de tratamento inclusive a PORTARIA Nº 1.028, do Governo Federal que determina as ações em redução de danos no país, está regulamentando vários projetos que visam a reabilitação psicossocial de usuários de drogas não pela via da internação, mais sim com muita conscientização e informação aos usuários.

http://videos.band.com.br/Player/PlayerBand.swf

Por :Henrique Antunes
@henrique_antnes
Veja também: Boris Casoy e seu ataque preconceituoso aos Gari

Latuff: Boris Casoy o mais baixo da escala do caráter

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