Estudantes brasileiros em greve enviam moção de apoio à mobilização dos estudantes chilenos

Após 2011, um ano inteiro repleto de protestos que viraram de cabeça pra baixo o país, os estudantes chilenos voltam a lutar. Com a tradição da revolta dos pinguins, a luta pela educação gratuita no Chile já se tornou um símbolo mundial de referência para a juventude, que se soma às mobilizações de indignados em vários países. Trata-se de uma das educações mais privatizadas do mundo, onde o conjunto das universidades públicas cobram taxas e menos de 40% estudam em colégios públicos. Tudo isso fruto da herança da ditadura de Pinochet.

Recentemente, os protestos retomaram com força na capital Santiago e outras cidades chilenas. Já são milhares de estudantes nas ruas, convocados a princípio pelas entidades secundaristas CONES e ACES, que tiveram o chamado incorporado pela CONFECH, entidade que agrega as federações universitárias. Já são 10 colégios ocupados, além da Universidade do Chile, a principal do país. E alguns estudantes começam a fazer greve de fome em protesto.

Junto com a retomada dos protestos, o governo de Sebastian Piñera retomou também com força a repressão ao movimento. Um micro-ônibus de “carabineros” – policiais chilenos – ocupou o principal colégio público do Chile, imagem que recordou os terríveis anos da ditadura militar. Há denúncias de estupros de policiais a estudantes secundaristas e já alguns detidos nos protestos.

É preciso que o movimento estudantil brasileiro, em greve, preste todo o apoio e solidariedade à retomada do ascenso estudantil chileno, que dá força à nossa luta no Brasil. E, ao mesmo tempo, repudiar com veemência a repressão aos protestos e a tentativa de, na base da violência, acabar com os protestos. No Brasil os estudantes em greve também sofrem repressão dos governos, como a prisão dos estudantes da UNIFESP, e a entrada da tropa de choque na UERJ e na USP. Na luta em defesa da educação, é preciso levantar alto a bandeira contra a criminalização dos movimentos sociais!

A juventude tem direito ao futuro, e a educação chilena não se vende: se defende!

Comando Nacional de Greve Estudantil – Brasil

facebook.com/greveestudantilnobrasil

Veja mais fotos das mobilizações chilenas em defesa da educação pública:

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