Consciência é Luta : debate + ocupação cultural na UFF

No bojo das proibições de festas nas Universidades Públicas, faz-se fundamental compreender os interesses políticos que circundam a necessidade do esvaziamento desse espaço.

Quais são as perspectivas, contradições e proposições de tais medidas? Qual é o papel da Cultura em sua interação com a universidade?

Embora já tenhamos passado da data oficial da Consciência Negra, o coletivo História de Samba acredita que esse dia não se restringe ao aniversário da morte de Zumbi.


A construção da consciência permeia a luta diária por um melhor existir, travado por nós, pretos, nós “quase pretos de tão pobres”, nós seres humanos, implicados em um constante entender e modificar da opressora realidade que nos cerca.
O dia 20 de novembro nos acende e nós sopramos em verso para alastrar essa chama, que se alastra desde os versos de Candeia, aos candeeiros de Irene e Adoniran. Sopraremos essa chama chamada SAMBA, chamada JONGO, chamada COCO. Esses ritmos e melodias, nascidos na vivência da suprema opressão do trabalho humano, cantados na existência coletiva transformada em escravidão, nos trazem a certeza ancestral de que a luta é condição humana inerente ao sentir dos grilhões da exploração.

Ironicamente, nós, estudantes, temos encontrado hoje inúmeras dificuldades, impostas pela burocracia da Universidade, para criar momentos como esse, de construção cultural autônoma, onde associemos política e diversão.
Ciente da importância de luta por esse espaço, o Coletivo Construção estará promovendo, no mesmo dia, com a nossa participação, o debate “Universidade e Cultura: A universidade como espaço de ocupação e construção cultural”, às 19h.

Ocupemos a Universidade, conscientes da importância política da democratização desse espaço; lutemos pela necessidade de mantê-lo com muito mais do que uma fábrica de diplomas e conceito CAPES.