Estudo da Universidade de Havard afirma: maconha combate câncer

havardPesquisadores da Universidade de Harvard testaram o THC  (Tetrahydrocannabinol) em estudos de laboratório com ratos. Eles afirmam que este é o primeiro conjunto de experimentos para mostrar que o composto THC realmente ativa os receptores produzidos naturalmente pelo nosso organismo para combater o câncer de pulmão.

Embora uma medicação substituta ao THC, conhecido como Marinol, também tenha sido utilizada como um estimulante de apetite para os pacientes de cancro e outros tratamentos semelhantes, alguns estudos demonstraram que apenas o THC pode ter atividade anti-tumoral.

Não é a primeira vez que um estudo aponta efeitos benéficos da Cannabis Sativa no tratamento do câncer. Além de o Cannabidiol ser utilizado para acalmar e evitar o enjoo em pacientes submetidos à quimioterapia, outras pesquisas revelaram que a substância psicoativa da maconha pode matar células cancerígenas.

Em 2006, equipe de cientistas espanhóis coordenada por Manuel Guzman conduziu o primeiro teste clínico da ação do THC (tetrahidrocanabinol) em pacientes internados com câncer no cérebro. Os pesquisadores introduziram a substância pura nos tumores de nove pessoas, que não haviam respondido aos tratamentos convencionais de cura do câncer. Em todos os casos, o THC conseguiu reduzir a proliferação das células cancerígenas.

Na mesma época, cientistas da Universidade de Harvard reportaram que tumores malignos no pulmão diminuem seu crescimento se expostos ao elemento psicoativo da maconha. “O THC reduz significantemente a habilidade do câncer se espalhar”, afirmou em relatório o grupo citado pela revista norte-americana Daily Beast.

Em contraposição às práticas de quimioterapia e radioterapia, as substâncias derivadas da maconha não danificam o corpo dos pacientes, atuando apenas nas células cancerígenas.

E por que você nunca soube disso?

Porque a descoberta dos anos 70 causou um efeito bizarro: a suspensão de todas as verbas federais americanas para pesquisas sobre os efeitos da maconha. Mais tarde, o governo dos EUA ainda estimularia as universidades a destruir as pesquisas feitas com o THC. “Havia uma pressão ideológica para diminuir os estudos nessa área”, diz o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Unifesp. “A ciência já passou por isso em outros momentos. Os nazistas pesquisaram os efeitos do tabaco, mas o trabalho deles foi descartado por questões ideológicas. Anos depois, confirmou-se uma série de coisas que eles sabiam havia décadas.”

Fonte: Opera Mundi / Superinteressante

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