Grã-Bretanha faz sondagem ao projeto de legalização da maconha Uruguaio

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Fonte: lanacion.com.ar

tradução: Coletivo Cultura Verde

Funcionários dos governos discutiram durante mais de uma hora sobre a aplicação da lei que regulamenta a produção e venda de cannabis no Uruguai

MONTEVIDEO – 29/1/2014.- A Grã-Bretanha mostrou  interesse sobre a recente legalização do uso da maconha no Uruguai e realizou ontem uma consulta junto às autoridades uruguaias através de uma videoconferência. Especialistas no assunto explicaram ao ministro para a prevenção do crime da Grã-Bretanha, Norman Baker, os fundamentos e a aplicação, ainda em curso,da lei que regula a produção e a venda de maconha no Uruguai.

“Recebemos uma proposta de ter uma videoconferência com o ministro britânico  que estaria extremamente interessado em conhecer em primeira-mão os princípios básicos da lei que acaba de ser aprovada pelo nosso  parlamento”disse o secretário de comunicação da presidência do Uruguai Diego Canepa, que também preside a Administração Nacional de Medicamentos do Uruguai.

Durante a conversa, que durou mais de uma hora, os dois falaram “sobre quais são os impactos que a lei pode ter não só na saúde pública, mas também em segurança”, explicou Canepa. O embaixador britânico no Uruguai, Ben Lyster-Binnis , também participou da videoconferência. Uruguai tornou-se no mês passado (dezembro), o primeiro país a adotar o controle de mercado da cannabis e seus derivados, um inédito projeto promovido pelo presidente José Mujica.

Segundo a lei, pessoas acima de 18 serão capazes de acessar a droga através do autocultivo, clubes de consumidores ou comprar em farmácias, em todos os casos com limites e registro prévio. Embora a regra já esteja em vigor, o Executivo trabalha na sua regulamentação, que vai definir a forma como serão concedidas licenças para plantio e a forma como ele será o registro dos usuários para comprarem em farmácias.

Canepa também salientou que convidou as autoridades da Grã-Bretanha para aderirem ao acompanhamento e avaliação da implementação da norma, que suscitou polêmica e interesse em todo o mundo. “Há um grande debate internacional neste momento, não só na região, mas também na Europa e a nível das Nações Unidas,”  disse o secretario, mas esclareceu que o Uruguai não pretende “ser um modelo para ninguém”

“Uruguai acredita que este é o melhor para o Uruguai, é uma decisão para melhorar a saúde e estamos confiantes que vamos melhorar certos aspectos da segurança. Mas nem todos têm a mesma realidade”, enfatizou.

Enquanto as autoridades estão preparando a regulamentação da lei, que deve estar pronta  mais tardar em Abril, autocultivadores de cannabis estão se organizando, a fim de serem capazes de participar na produção e venda de maconha. Cientistas também anunciaram que irão começar a investigar os efeitos das drogas sobre o sono e a vigília.

Canepa admitiu também que no início do mês laboratórios estrangeiros sondaram o governo uruguaio e fizeram uma consulta sobre o futuro da produção de maconha para uso medicinal no país.

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