Marcha da Maconha reúne mais de 10 mil pessoas no Rio

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Nem o mau tempo nem a chuva impediram que uma multidão tomasse a orla de Ipanema em defesa da legalização da maconha mais uma vez. A Marcha da Maconha reuniu mais de 10 mil pessoas esse sábado em uma manifestação que saiu do Jardim de Alah pontualmente às 16:20h e terminou sob forte chuva próximo das 19:00h no Arpoador.

Reivindicando o fim da guerra às drogas, que tem produzido números assustadores nas estatísticas de segurança pública da cidade, a marcha também gritou palavras de ordem pela desmilitarização da polícia, fim das internações forçadas e contra diversos tipos de opressão. Importantes nomes como o neurocientista da Columbia University Carl Hart, o neurocientista da UFRJ João Menezes, o deputado federal Jean Wyllys, o vereador Renato Cinco, o membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ André Barros,  o advogado Gerardo Santiago e até mesmo o ex-ministro Carlos Minc marcaram presença.

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Ala feminista da Marcha da Maconha

A novidade desse ano ficou por conta das “alas” que formavam a Marcha da Maconha. Jovens de Rio de Janeiro, Niterói, Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu e Magé formaram uma ala anticapitalista, mulheres formaram uma outra ala feminista, e assim foi se seguindo com antimanicomiais, cultivadores, psicodélicos e até mesmo uma ala “FIFA GO HOME”. A animação ficou novamente garantida pelo já tradicional Bloco Planta na Mente, que esse ano recebeu o reforço de peso do Bloco Nada Deve Parecer Impossível de Mudar, tradicional bloco de manifestações do Rio de Janeiro. Novas músicas de Bob Marley e Planet Hemp passaram a integrar o rol de músicas da bateria esse ano.

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Distribuição da Cartilha Antiproibicionista

Vale destacar também que os materiais distribuídos esse ano surpreenderam pela qualidade. A Cartilha Antiproibicionista dos Direitos do Usuário, distribuída pelo vereador Renato Cinco, reúne conteúdo variado, desde textos sobre histórico da proibição até informações de como se portar durante uma revista policial. A primeira edição da nova Revista Maconha Brasil também foi distribuída para grande parte dos presentes na concentração e leques com a inscrição “Internação forçada, política errada!”  foram entregues pela Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos do Rio de Janeiro.

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Marcha da Maconha com Morro do Vidigal ao fundo.

Esse ano estima-se que a Marcha da Maconha tenha atos em mais de 50 cidades por todo o país e pela primeira vez na história do Brasil existem 2 projetos de lei para legalização da maconha na Câmara Federal e 1 Ideia Legislativa sendo apreciada pelo Senado Federal sob relatoria do senador Cristovam Buarque. No estado do Rio de Janeiro já aconteceram esse ano as Marchas da Maconha Zona Oeste, Ilha do Governador e UERJ, para além da capital. Ainda estão marcadas para sair as Marchas da Maconha de Niterói (17/05), São Gonçalo (21/05), Nova Iguaçu (24/05) e uma Marcha da Liberdade em Magé.

 

Andrew Costa é estudante de Jornalismo

 

 

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