Cultura Verde entrevista – Álvaro Lobo candidato a deputado federal em MG

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21/8/2014

Essa é a terceira entrevista que também será realizada com outros candidatos pelo Brasil que defendem a bandeira pela legalização da maconha nessas eleições de 2014. Hoje foi a vez de um candidato em Minas Gerais se posicionar e expressar sua opinião a respeito da atual politica de drogas no Brasil e os impactos causados principalmente nas áreas de segurança e saúde pública.

Caso algum candidato ao legislativo e  executivo não tenham sido contactado por nós e queiram participar da iniciativa basta entrar em contato conosco através da nossa página no facebook ou pelo e-mail culturaverde.rj@gmail.com. Álvaro Lobo é militante antiproibicionista de Juiz de Fora e será candidato a deputado federal em Minas Gerais pelo Partido Socialismo e Liberdade.

Álvaro Lobo atualmente constrói a Marcha da Maconha localmente e tem como pauta central nessas eleições de 2014 a defesa pela legalização da maconha no Brasil e a luta contra a criminalização da pobreza.

De forma sucinta e bem direta o candidato a deputado federal de Juiz Fora respondeu nossas cinco perguntas.

CulturaVerde –Álvaro, por que você defende a legalização das drogas?

Defendo a legalização e regulamentação por entender que essa política de guerra às drogas só nos leva a violência e a corrupção , provocando um grande esgarçamento de todo tecido social . Na minha opinião os caminhos da proibição não constroem consciências.

CulturaVerde –Como e quando ocorreu sua aproximação das pautas e reivindicações antiproibicionistas?

A aproximação se deu a partir dos anos 70 quando começou essa politica da guerra, nesse momento já discutíamos e prevíamos que os resultados nefastos do proibicionismo seriam estes que vemos atualmente por aí em nosso país. A proibição da maconha é catastrófica para a sociedade brasileira como um todo.

Cultura Verde –Acredita que existe relação entre proibição das drogas e o atual modelo de segurança pública militarizado e repressivo em nosso país?

Com certeza existe. Este modelo de repressão serve, como nos anos 70 para manter o povo oprimido, sem acesso ao conhecimento , provocando alienação através do medo e o pior criando uma cultura de criminalização. Ou mudamos isso logo ou ficará cada vez pior.

CulturaVerde –Tendo como exemplos as atuais iniciativas de legalização da maconha por EUA e Uruguai , qual o modelo de legalização você acredita ser o mais adequado à realidade brasileira?

Penso ser mais interessante o  modelo americano que abre a possibilidade do traficante de hoje se “legalizar”, se inserir no mercado legal da cannabis. O modelo uruguaio deu a distribuição somente para as farmácias, somente o estado é quem repassa, tirando muita gente do mercado.

CulturaVerde – Como você avalia a atual política de internação compulsória através de parcerias público/privadas com instituições religiosas para o tratamento ao uso abusivo de crack?

Existem muitas outras formas de se tratar os dependentes que necessitam de cuidados e atenção à saúde, políticas de saúde como a de redução de danos e mesmo a maconha que tem sido usada e com bons resultados. Devemos ter mais consultórios na rua , assistência social, Caps , AA , NA , e não mais internação compulsória com fins comerciais e religiosos.

Cultura Verde  | Antiproibicionista e Antimanicomial

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