Seminário de Formação em Drogas, Violência e Estado esse sábado em Niterói

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O IV Seminário de Formação para o 39º Encontro Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo – ENEA Rio 2015 terá como tema “Drogas, Violência e Estado” e acontecerá esse sábado, 13 de dezembro, às 14:00h no Chalé da Arquitetura na Universidade Federal Fluminense – campus Praia Vermelha.

Com o objetivo de contribuir com a discussão, o coletivo antiproibicionista e antimanicomial Cultura Verde foi convidado pela organização do seminário para facilitar o espaço.

Convocatória do Seminário “Drogas, Violência e Estado”:

A divisão da sociedade em classes fica evidente também no espaço urbano. O crescimento acelerado das cidades no último século agravou as desigualdades, imprimindo-as na organização dos espaços: os pobres são empurrados cada vez para áreas mais periféricas e distantes, ou são confinados em guetos de concentração da pobreza.

Esses espaços da pobreza são também os espaços da violência, seja aquela produzida pela própria segregação sócio espacial que expropria direitos básicos dos cidadãos, seja aquela do extermínio da população pobre e, em sua maioria, negra.

Via de regra o Estado age nesses espaços de forma violenta, pela ausência de quaisquer políticas públicas, infraestrutura básica e condições de vida dignas, “abandonando” essas áreas e abrindo caminho para as organizações de poder paralelo como o tráfico ou a milícia, que subjugam os moradores ao seu controle. No entanto, quando intervém é sempre através do poder policial armado e das políticas de ocupação militar, como é o caso das UPPs e das favelas ocupadas pelo exército. O combate ao tráfico de drogas surge como justificativa das ações repressivas da polícia nos espaços da pobreza.

Sob o pretexto de diminuir a criminalidade, a polícia age indiscriminadamente matando jovens e trabalhadores pobres todos os dias. A política de guerra às drogas é, na verdade, a máscara da guerra aos pobres.

Além de esconder os verdadeiros motivos da ação violenta, a guerra às drogas também anula a possibilidade de um debate ampliado em torno do tema na sociedade, transformando o assunto em tabu ao invés de se trabalhar com uma política de informação. Desde o início, o tema é tratado como caso de polícia e cada vez menos se sabe sobre os efeitos reais dos diferentes tipos de drogas, tanto os negativos como os benéficos.

A única política existente é a de criminalização dos usuários e da população pobre e negra que, muitas vezes, tem que dividir com o tráfico o pouco espaço que lhe sobra na cidade. Discutir esse tema é o primeiro passo para conseguirmos dissolver o tabu em que ele se transformou. Além disso, ele está diretamente ligado à forma como a cidade se organiza e como as forças de sustentação da classe dominante atuam espacial e ideologicamente.

Evento no Facebook: http://migre.me/npKFY

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