RELATO: Era só mais uma dura? Desvio de conduta e abuso de poder em uma abordagem policial

notas rasgadas pela pmerj durante uma abordagem policial

notas rasgadas pela pmerj durante uma abordagem policial.

Estava, ontem às 16, admirando a Baía de Guanabara desde a academia do MAC (aquele museu em formato de disco voador do Niemeyer, cartão postal de Niteroi) quando se aproximou de mim um verme. “Quer que eu te jogue no mar pra você buscar?”. Começou a me revistar. Tirei alguns pertences do bolso e o verme esbravejou “quem mete a mão aqui sou eu!”, frase bem apropriada à conduta desses verminoses, pensei em fim, permitindo que ele continuasse a revista. O verme continuou a interrogar: “Tava fumando? Profissão? Mora aonde?”. “Tem passagem?”, completou o outro verme. Respondi a todas as perguntas prontamente. Cheirou minha mão, pediu pra eu baforar na cara dele. “Com esse bafo de maconha e vem me dizer que não tava fumando?”. O verme, então, declarou que iríamos para a delegacia, motivo pelo qual agradeci a deus mesmo sendo ateu, vide o histórico dessa instituição podre que é a vermilândia do RJ. Porém, acredito que o miserável verme mudou de ideia quando percebeu que eu tinha, na verdade, ficado mais confortável com a situação. Rasgou os meus trocados e arremessou minhas chaves no mar, talvez para amenizar a frustração  de ser um verme frustrado, e não como aqueles do filme, que botam pra fuder mesmo com os maconheiros, com os jovens, com os moradores de periferia, aqueles sim são uns vermes de verdade! Não tem delegacia com eles, torturam e matam mesmo, que nem fizeram com o Amarildo, DG e nas chacinas ainda lembradas por muitos do Alemão à Baixada. Mas este, que era infantil e chorão, antes de ir embora (e pra mostrar que não tem medo das consequências dos seus atos de barbárie, a exemplo dos vermes do cinema) puxou para o lado o colete que tapava sua identificação, dizendo: “sargento Araújo, óh, sargento Araújo!”. Eu, diante da impotência que sente um cidadão perante abusos de poder me limitei a perguntar “estou liberado, sargento Araújo?”. “Tá. Tá liberado, sim.” Balbuciou o verme. E lá fui eu atrás de um chaveiro pra poder entrar em casa…

Me resta, portanto, alertar aos cidadãos de Niterói, mas principalmente à comunidade do Ingá, de que sargento Araújo e sua dupla rondam a cidade promovendo ilegalidades e abuso de poder.

#FimdaPM

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