Cineclube sobre caso Amarildo lota o Cine Arte UFF em Niterói

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Seguindo com a agenda de debates desse ano, a Marcha da Maconha Niterói organizou um cineclube com o filme O Estopim essa quinta (23) às 19:30h no Cine Arte UFF em Icaraí. A atividade lotou todos os 290 lugares do cinema e contou com uma roda de conversa após a exibição do longa-metragem. Rodrigo Mac Niven (diretor do filme), Duda (morador da Rocinha) e Brunno Rodrigues (ator que interpreta Amarildo) foram os convidados da atividade.

O filme O Estopim usa o caso de Amarildo como pano de fundo para falar sobre a militarização das favelas como projeto de governo e denuncia o que vem acontecendo na rotina das comunidades cariocas desde a implantação das UPPs. O filme completo e em HD está disponível na internet e pode ser assistido e reproduzido livremente.

Esse cineclube fez parte do calendário de mobilização para a Marcha da Maconha Niterói 2015. A manifestação acontecerá dos 16 de Maio no Terminal de Ônibus João Goulart, concentração às 14:20h, saída pontualmente às 16:20h. Esse ano o ato passará por ruas do bairro Ingá e terminará com o Sarau “Corra que a polícia vem aí!” na praça Cantareira em São Domingos. O sarau será aberto para quem quiser apresentar música, poesia, esquete teatral ou qualquer outro tipo de manifestação artística. Para se inscrever, basta mandar uma mensagem para a organização pela página da Marcha da Maconha Niterói no Facebook.

Manifesto Marcha da Maconha Niterói 2015
Cultivador, usuário ou traficante: ninguém é criminoso!

(Evento no Facebook: http://migre.me/pBxK3)

A retirada do canabidiol (CBD) da lista de substâncias proscritas para a inclusão na lista de substâncias controladas é um avanço no debate sobre o uso da maconha que carrega várias contradições.

Apesar do debate sobre o uso da maconha medicinal estar aceso, há cada vez mais um repúdio ao tetrahidrocanabidiol (THC) e ao extrato natural, quando sabemos que o THC tem grande potencial de tratar doenças convulsivas e que o tratamento seria muito mais barato se as pessoas entendessem que podem plantar o seu remédio. Mas isso não é lucrativo para a indústria farmacêutica, que lucrou no Brasil R$57 bilhões só em 2013.

Hoje, o laboratório americano que exporta ampolas para os brasileiros cobra US$ 450 para cada 10g do óleo da substância, fora as taxas da importação. Ou seja, o Estado só atende a parcela da população que tem dinheiro para pagar caro nas ampolas enquanto continua a criminalizar cultivadores, varejistas e usuários da planta.

Precisamos defender que a legalização da maconha beneficie os setores historicamente oprimidos pela sua proibição, como as mulheres que em sua maioria estão presas por tráfico de drogas, e os jovens negros, que estão morrendo a cada 25 minutos, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Todo esse cenário de violência é legitimado pelo discurso oficial de “guerra às drogas”. Uma guerra aos pobres e negros promovida pelas ações do Estado brasileiro através das políticas proibicionistas anti-drogas operadas pela Polícia Militar como justificativa para o controle social dessa população.

Nos vemos diante da criminalização da pobreza aliada a um racismo nunca superado, estruturante do capitalismo brasileiro desde seu início. As condições de vida e mesmo o extermínio da população negra das periferias do nosso país são uma das manifestações mais cruéis do desenvolvimento capitalista e do proibicionismo.

Nesse sentido, é importante nos colocarmos em marcha pela legalização da maconha para que de fato a legalização seja para todas e todos aqueles que hoje sofrem com a proibição. Usuárixs, traficantes ou cultivadorxs, ninguém deve ser criminalizado!

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