Marcha da Maconha Niterói 2015 vai às ruas dia 16 de maio (sábado)

cartaz marcha nit 2015

Com o tema “Cultivador, usuário ou traficante: ninguém é criminoso!” a Marcha da Maconha Niterói de 2015 vai às ruas dia 16 de maio com concentração a partir das 14:20h no Terminal de Ônibus João Goulart no Centro, ao lado da Estação de Barcas.

Esse ano o trajeto da Marcha passará pelas ruas do Ingá terminando com o Sarau “Corra que a polícia vem aí!” na praça da Cantareira em São Domingos. No que é a 5ª edição da Marcha da Maconha na cidade, o  bloco Planta na Mente novamente fará a agitação com suas já tradicionais marchinhas de carnaval em defesa da legalização.

Data: 16/05 (Sábado)
Concentração: 14:20h
Saída: 16:20h
Local: Terminal de Ônibus João Goulart/Centro

Evento: http://migre.me/pHNjZ
Página no Facebook: http://migre.me/iDArU

Trajeto:

mapa marcha niterói 2015

Manifesto Marcha da Maconha Niterói – 2015
Cultivador, usuário ou traficante: ninguém é criminoso!

A retirada do canabidiol (CBD) da lista de substâncias proscritas para a inclusão na lista de substâncias controladas é um avanço no debate sobre o uso da maconha que carrega várias contradições.

Apesar do debate sobre o uso da maconha medicinal estar aceso, há cada vez mais um repúdio ao tetrahidrocanabidiol (THC) e ao extrato natural, quando sabemos que o THC tem grande potencial de tratar doenças convulsivas e que o tratamento seria muito mais barato se as pessoas entendessem que podem plantar o seu remédio. Mas isso não é lucrativo para a indústria farmacêutica, que lucrou no Brasil R$57 bilhões só em 2013.

Hoje, o laboratório americano que exporta ampolas para os brasileiros cobra US$ 450 para cada 10g do óleo da substância, fora as taxas da importação. Ou seja, o Estado só atende a parcela da população que tem dinheiro para pagar caro nas ampolas enquanto continua a criminalizar cultivadores, varejistas e usuários da planta.

Precisamos defender que a legalização da maconha beneficie os setores historicamente oprimidos pela sua proibição, como as mulheres que em sua maioria estão presas por tráfico de drogas, e os jovens negros, que estão morrendo a cada 25 minutos, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Todo esse cenário de violência é legitimado pelo discurso oficial de “guerra às drogas”. Uma guerra aos pobres e negros promovida pelas ações do Estado brasileiro através das políticas proibicionistas anti-drogas operadas pela Polícia Militar como justificativa para o controle social dessa população.

Nos vemos diante da criminalização da pobreza aliada a um racismo nunca superado, estruturante do capitalismo brasileiro desde seu início. As condições de vida e mesmo o extermínio da população negra das periferias do nosso país são uma das manifestações mais cruéis do desenvolvimento capitalista e do proibicionismo.

Nesse sentido, é importante nos colocarmos em marcha pela legalização da maconha para que de fato a legalização seja para todas e todos aqueles que hoje sofrem com a proibição. Usuáries, traficantes ou cultivadores, ninguém deve ser criminalizado!

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