1º Encontro Nacional Antiproibicionista – Programação Completa

encaa cartaz

Saudações antiproibicionistas!

Diante da violência generalizada, encarceramento em massa da juventude e da criminalização da pobreza no Brasil, a proibição da produção, comércio e consumo de algumas substâncias psicoativas tornadas ilícitas já não se sustenta mais. Os danos sociais provocados pelo modelo proibicionista fizeram emergir uma outra visão sobre os reais riscos que essas substâncias causam: a própria criminalização das drogas.

O Movimento Antiprobicionista Nacional representado pela Rede Nacional de Coletivos e Ativistas Antiproibicionistas (RENCA), luta pela legalização de todas as drogas, em especial a maconha, já que se destaca pelo Movimento Mundial pela Legalização da planta, ganhando adeptos e simpatizantes a cada ano no Brasil desde 2006. Neste sentido, a RENCA, que se propõe como Rede de Articulação permanente pela reforma da política de drogas, é formada por coletivos, ativistas, movimentos sociais, profissionais liberais, pesquisadoras/es, cientistas e usuárias/os de drogas, está realizando o 1º Encontro Nacional de Coletivos e Ativistas Antiproibiocionistas – ENCAA, com o propósito de ofertar formação para as/os ativistas de todo país, e a partir dessa formação que é mútua construir um projeto de lei de inciativa popular, para assim disputarmos a sociedade brasileira com um modelo antiproibicionista, como alternativa para a solução dos reais problemas gerados pela proibição.

O Encontro vai fortalecer as redes de ativistas de todo Brasil, construindo alianças e ações unificadas com outros Movimentos Sociais que pautem o fim das opressões, a exemplo do Movimento Feminista, os Movimentos Rurais e Urbanos, o movimento LGBTT, o Movimento Negro, de Juventude. Percebemos que é necessário que todas essas populações que sofrem diariamente com a criminalização de sua cultura através do modelo proibicionista protagonizem o processo de reforma da política de drogas, afinal essa política proibicionista implementada e defendida pela classe dominante, tem por objetivo único de controlar as vidas e corpos das classes trabalhadoras.

A causa antiproibicionista pertence a todas/os, a legalização das drogas é necessária para garantir os direitos dos/as usuários e usuárias em usarem seus próprios corpos, mas principalmente para diminuir a violência, a corrupção, o encarceramento em massa e o genocídio do povo negro, pobre e jovem.

O ENCAA será realizado entre os dias 24 a 26 de junho de 2016 na cidade de Recife-Pernambuco. E contará com a presença de diversos coletivos, ativistas, profissionais (saúde/educação/segurança/assistência) sindicatos, comunidade acadêmica, autoridades políticas e quaisquer cidadãos/as interessados/as em participar, apoiar e construir esse encontro que já se torna histórico em sua mobilização.

Objetivos do encontro:

  1. Formação Ativistas de todos os estados do Brasil;
  2. Construção de metodologias/ferramentas para fazer o dialogo amplo com todos setores da sociedade sobre a reforma da política de drogas;
  3. Projeto de Lei construído de Iniciativa Popular;
  4. Articulação Intersetorial.

 

Inscrições do 1º ENCAA  (24 a 26 de junho) aqui.

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

 .

Sexta-feira (24/06)

 

16:20h | Abertura do credenciamento e encontro entre os pares

18:00h | Apresentação da Comissão Organizadora

18:20h | Abertura do 1º Encontro Nacional Antiproibicionista

19:30h | 1ª Mesa: Da guerra à domesticação – Quais os caminhos Antiproibicionistas?

  • Henrique Carneiro (Historiador e professor da USP);
  • Nadja Carvalho (Advogada e ativista da Marcha da Maconha Teresina/PI)

20:00h | Debate coletivo

22:00h | Jantar (vegetariano)

22:30h | Apresentação do “Maracatu Tambores de La Revolución”

 

Sábado (25/06)

 

09:00h |Café da manhã

10:00h | 2ª Mesa: Antiproibicionismo: quem somos? O que queremos?

  • Coletivo Desentorpecendo a Razão (Marcha da Maconha São Paulo/SP);
  • Rodrigo Mattei (Marcha da Maconha Rio de Janeiro/RJ);
  • Tamara Silva (Marcha da Maconha Fortaleza/CE);
  • Priscila Gadelha (Marcha da Maconha Recife/PE).

11:00h | Grupos de Discussão

 

G1 – Do Judiciário à Segurança Pública: quais os caminhos Antiproibicionistas?

  • Orlando Zaccone (Doutor em Ciências Políticas e Delegado Civil do RJ)
  • Emilio Nabas

 

G2 – Antiproibicionismo e Feminismo: quais os caminhos para reforma da política de drogas que leve em conta gênero?

  • Luciana Boiteux (Professora de Direito da UFRJ)
  • Constança Baharona (Mestra em Filosofia e ativista feminista da Marcha RJ),
  • Lucia Stokas (ITTC)

 

G3 – Reforma de Drogas e racismo: quais os caminhos Antiproibicionistas?

  • Eduardo Ribeiro (Coordenador da Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas)
  • Rafael Moyses (Graduando Ciências Sociais pela UFMG e ativista da Marcha MG)

 

G4 – Antiproibicionismo e Classe: quais impactos e os caminhos?

  • Michel Zaidan (Cientista Social e professor da UFPE)
  • Eduardo Nunes (Historiador e pós-graduado em Educação)

 

G5 – Saúde, Redução de Danos e Autonomia: quais os caminhos antiproibicionistas?

  • Rafael Baquit (Psiquiatra, Redutor de Danos, Coletivo Balancenará e Aborda-CE)
  • Denis Petuco (Sociólogo, redutor de danos, militante antiproibicionista, professor e pesquisador da Fiocruz)
  • Ana Ferraz (Psicóloga e coordenadora geral de prevenção da SENAD)
  • Francisco Netto (Fiocruz)

 

G6 – Antiproibicionismo e Diversidade: quais os caminhos?

  • Leiliane Assunção (Professora Doutora da UFRN)
  • Diego Lemos (Mestrando e Graduado em Direito pela UFPE, advogado, membro do Asa Branca Criminologia, Movimento Zoada)

 

G7 – Antiproibicionismo e Juventude: quais os caminhos?

  • Pierre Ferraz (Representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com  HIV/Aids)
  • Nara Santos (Representante da UNODC)

 

G8 – Antiproibicionismo e Economia: quais os caminhos?

  • Marcílio Brandão (Membro do Coletivo Antiproibicionista de Pernambuco e Cientista Social e doutorando em sociologia pela EHESS/UFPE)
  • Taciana Dias (Doutorando pela UNICAMP)

 

13:00h | Almoço

14:00h | ELOs (Espaços de Livre Organização)

  • TENDA 1 – Oficinas de ZINE, Stencil e Grafite (Ferramenta Sinistra/Ocupe Estelita);
  • TENDA 2 – Culinária (Nathalia Mesquita – Fernando L.);
  • TENDA 3 – Uso Medicinal (Renato Malcher);
  • TENDA 4 – Mídia Alternativa – Guilherme Sorti/SmokeBuddies;
  • TENDA 5 – Apresentação de Banners (Anna Carol);
  • TENDA 6 – Batucada – RJ (Rodrigo Mattei/Planta na Mente);
  • TENDA 7 – Práticas de RD (Balance/Balanceará/CAPE)
  • TENDA 8 – Praticas Integrativas (Adnam – Bioenergética)
  • TENDA 9 – Feminismo (Comitê de Mulheres pela Democracia)
  • TENDA 10 – Raça (INNPUD)
  • TENDA 11 – Tenda da Fechação

18:00h | Intervalo/Lanche coletivo

19:00h | 3ª Mesa – Qual modelo de legalização que queremos? (Projeto Lei Iniciativa Popular)

  • Julio Calzada (Ex, Secretario da Junta de Drogas do Uruguai);
  • Ingrid Farias (Membra da LANPUD, Secretaria Executiva da ABORDA, Representante da RENCA);
  • Luana Malheiros;
  • Emilio Nabas.

19:40h | Debate coletivo

21:30h | Jantar

22:00h | III Festival de Cultura

 

Domingo (26/06)

 

10:00h | Caféda manhã

11:00h | Plenária Final – Apresentação das Propostas dos GTs, encaminhamentos e documento final do 1º ENCAA

  • Condução da Mesa: Thati Nicácio (Marcha da Maconha Maceió/AL)

14:00h | Almoço

16:20h | Marcha da Maconha Nacional Unificada

 

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