THCine – Setembro 2012


O Coletivo Antiproibicionista e Antimanicomial Cultura Verde gostaria de agradecer a presença de todos no THCine da última sexta.

Apesar do contratempo com a utilização do espaço, conseguimos garantir que atividade acontecesse bem a tempo. Juntando quase 200 pessoas foi, sem dúvidas, o THCine mais cheio até então. Foi significativo para nós, ver aquele teatro (MPB-420, à partir de sexta) cheio como estava e voltando à servir a cultura, gratuita, da cidade.Resignificando o espaço público da universidade para servir ao público e não somente à meia dúzia de sortudos que são aprovados em avaliações que só fazem por deteriorar a formação básica de nosso jovens, como o ENEM e os vestibulares.O projeto do THCine é somente uma das atividades que o Cultura Verde toca durante o ano. Participa, não sozinho, da construção da Marcha da Maconha de Niterói. Está presente também nas manifestações à favor da educação e da saúde para acabar com o equivocado discurso de que “que legalizar a maconha não resolve” ou que “temos coisas mais importantes para antes de legalizar”. A juventude negra e pobre está caindo morta dia após dia em nossos morros e periferias em nome da guerra às drogas e isso não pode continuar. Esperaremos até quando para começar a entendermos a centralidade da luta antiproibicionista e debatermos com seriedade, principalmente dentro dos movimentos sociais de esquerda, a pauta da LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS com seriedade e maturidade? Entendemos que a luta antiproibicionista não está descolada da luta classista, a proibição existe hoje, centralmente, para uma classe oprimir outra e isso é objetivo.

Quem luta pela legalização, quer ver também uma educação decente, para não termos cada vez mais pessoas desinformadas sobre o assunto. Quem luta pela legalização luta também por saúde para não só os que sejam usuários de quaisquer drogas, legais ou ilegais, possam ter acesso à saúde pública, gratuita e de qualidade. Quem luta pela legalização luta também por segurança (que não é só polícia) para garantir direitos humanos e condições dignas para todos e para que a violenta dinâmica do tráfico não precise mais existir. Quem luta pela legalização também faz muito pela construção de uma sociedade menos opressora e mais justa.

Aos que vieram, voltem. Aos que não foram, venham.
Gratidão a todos e fortes abraços antiproibicionistas!

Confira algumas fotos do THCine Setembro – Especial Robert Nesta Marley!:

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